segunda-feira, 12 de outubro de 2009

As Faces do Vale do Paraíba.

Tudo começou quando o diretor de arte, meu parceiro Alexandre Lemes, fez o layout e o primeiro texto para o calendário de 2009 da Resolução Gráfica. Conhecedor e admirador de São Luiz do Paraitinga, ele fez a primeira folhinha. A ideia era ter fotos e textos para doze cidades do Vale, área de atendimento da gráfica. Depois de aprovado, sem alteração alguma, tive que elaborar os outros onze textos. O resultado foi fruto de dois dias de pesquisas sobre a história e a cultura das cidades do Vale do Paraíba. Ficamos contentes com o resultado, acompanhe:

Festa do Divino - São Luiz
São Luiz do Rio, São Luiz do Paraitinga.
Tua história é acolhedora e serve de pouso para quem se apresenta de passagem. Alegria tem seu povo que festeja, canta e ri. Tua tradição está no rosto marcado pelo trabalho e se traduz na música da sua gente.
Gente Feliz, gente luizense.

Figureiras - Taubaté
Dos Bandeirantes ao Café, da literatura às indústrias.
Taubaté, berço de brasileiros ilustres, exploradores de terras e histórias brasileiras. De artesanato característico que figura como ícone na cultura do Vale. O passado histórico traz no seu povo a segurança do promissor futuro. Gente feliz, gente taubateana.

Barco Pesqueiro - Ubatuba
Sobre o Trópico, o verão começa aqui.
Ubatuba nos salta aos olhos com paisagens e histórias.
Culinária típica, folclore rico, raiz caiçara preservada junto à natureza.
Ontem foco da Confederação dos Tamoios, hoje a Capital do Surfe.
Gente feliz, gente ubatubense.

Cerâmicas - Cunha
Ponto de passagem do ouro e do café.
Cunha, estância de clima agradável e solo fértil. Um conto importante da economia imperial, alicerce da Estrada Real. Tradições conservadas por um povo que modela a arte e vive dela.
Gente feliz, gente cunhense.

Palacete da Princesa - Pinda
Planícies belas e férteis se encontram com a Mantiqueira.
Fazem de Pinda lugar seguro, celebrada como a Princesa do Norte.
Agricultura em declínio acelerou a indústria, mudou a cidade.
Com toda energia consolidou o crescimento e o orgulho do povo.
Gente feliz, gente pindense.

Luzes do céu ao chão - São José dos Campos
Vila Nova de São José virou a Capital do Vale.
História de início conturbado entre índios, jesuítas e colonos.
O ciclo agropecuário deu lugar a importantes multinacionais.
Pelos céus do mundo a marca de um povo referência em ciência e tecnologia. Gente feliz, gente joseense.

Nas Alturas - Santo Antônio
Santo Antônio de Araucárias e Pinhais.
Fonte de longa disputa entre Minas e São Paulo. Culinária e artesanato apreciados em um clima exuberante. Calor de um povo acolhedor e ciente do seu papel no turismo da Mantiqueira.
Gente feliz, gente pinhalense.

São Frei Galvão - Guaratinguetá
A força do Paraíba formou a Terra das Garças.
Polo de ensino, a importância de Guará fez crescer o Vale do Paraíba.
De suas terras deram origem grandes cidades e o início da industrialização. A luz de um povo religioso reflete na fé ao primeiro Santo brasileiro. Gente feliz, gente guaratinguetaense.

Bairro do Capivari - Campos dos Jordão
Campos exóticos, desbravados por sertanistas.
Clima excepcional para a saúde de muitos, hoje fortalece o turismo.
Arte, culinária e música fazem do inverno um festival na Mantiqueira.
Arquitetura européia com a receptividade brasileira.
Gente feliz, gente jordanense.

A Fé - Aparecida do Norte
Das margens do Paraíba nasceu a Padroeira.
A santa aparecida nas redes, hoje move fiéis romeiros.
Em busca da fé a cidade cresceu e se fez importante Vale religioso.
Fonte de peregrinação de diferentes povos à Padroeira do Brasil
Gente feliz, gente aparecidense.

Canção Nova - Cachoeira Paulista
Entre rios, montanhas e cachoeiras do Vale.
Entre Minas, Rio e São Paulo foi pouso de descanso e luta.
Uma nova canção se ouve em seus vales, motivando o bem.
Cidade promissora de povo devoto, trabalhador e solidário.
Gente feliz, gente cachoeirense.

Nos trilhos da história - Jacareí
Rio dos Jacarés do Tupi ao Português.
Morros selvagens encantaram índios e colonizadores.
Humilde pousada colonial de tropeiros, tornou cidade progressista.
História de força e vitórias, fez da industrialização um avanço para o seu povo. Gente feliz, gente jacareiense.

Maury Muniz
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Um comentário:

  1. Dizem que diretores de arte não gostam muito dos próprios trabalhos, mas esse ficou muito bom. Na realidade, a parceria sempre deu muito certo, certo?

    Parabéns ''fessor'' pelo seu dia.

    Alexandre Lemes - diretor de arte

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